Os preços dos ovos de galinha comercializados em Belém registraram queda em junho, encerrando uma sequência de altas observadas ao longo do primeiro semestre de 2026. Apesar do recuo no último mês, o produto ainda acumula aumentos de até 20,34% nos seis primeiros meses do ano, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA). Na comparação com junho de 2025, entretanto, os preços permanecem inferiores aos praticados há um ano, indicando acomodação após as fortes elevações registradas em 2025.
A pesquisa foi realizada em supermercados, feiras livres e mercados municipais da capital paraense. Conforme o Dieese, as reduções verificadas em junho variaram entre 0,57% e 4,85%, dependendo do tipo de embalagem e do local de venda. O estudo destaca que, embora a queda tenha aliviado o orçamento do consumidor no último mês do semestre, ela ainda não foi suficiente para reverter os reajustes acumulados desde janeiro.
Nos supermercados reduziu
Nos supermercados de Belém, a bandeja com 15 unidades da marca Top apresentou preço médio de R$ 12,12 em junho, ante R$ 12,39 em maio, uma redução de 2,20%. Apesar do recuo mensal, o produto acumula alta de 11,50% no primeiro semestre. Na comparação com junho de 2025, quando era vendido por R$ 15,32, o preço atual representa queda de 20,89%.
A bandeja com 30 unidades seguiu a mesma tendência. O preço médio caiu de R$ 29,42 em maio para R$ 27,99 em junho, redução de 4,85%. Ainda assim, o produto acumula aumento de 20,34% no primeiro semestre deste ano. Em relação a junho de 2025, quando custava R$ 31,90, o valor atual é 12,26% menor.
Segundo o Dieese, os dados mostram que, embora os preços tenham recuado em junho, os consumidores ainda sentiram os efeitos das altas registradas ao longo dos meses anteriores. Por outro lado, a comparação anual evidencia que os valores permanecem abaixo dos picos alcançados em 2025.
Feiras livres e mercados municipais
Nas feiras livres e mercados municipais da capital, o comportamento foi semelhante. A bandeja com 15 unidades passou de R$ 10,53 em maio para R$ 10,47 em junho, queda de 0,57%. Mesmo com essa redução, o produto acumula alta de 8,39% no primeiro semestre. Em relação a junho do ano passado, quando era comercializado por R$ 14,65, o preço registra queda expressiva de 28,53%.
Já a bandeja com 30 unidades apresentou redução de 2,75% no mês, passando de R$ 21,12 para R$ 20,54. No acumulado de janeiro a junho, contudo, a alta chega a 6,20%. Em comparação com junho de 2025, quando o preço médio era de R$ 26,48, a redução acumulada é de 22,43%.
O levantamento mostra que os ovos vendidos em feiras e mercados continuam mais baratos do que os encontrados nos supermercados, embora ambos os canais tenham apresentado comportamento semelhante em relação às oscilações de preços ao longo do período analisado.
Fatores que influenciam os preços
Na avaliação do Dieese/PA, a formação dos preços dos ovos continua sendo influenciada principalmente pelos custos dos insumos utilizados na alimentação das aves, fator que impacta diretamente a produção avícola. Também pesam na composição dos preços aspectos sazonais relacionados à oferta e à demanda, além do aumento das despesas com transporte, logística e distribuição e das oscilações na produção nacional.
De acordo com o órgão, a combinação desses fatores explica tanto os reajustes acumulados ao longo do primeiro semestre quanto o recuo observado em junho. Mesmo com a queda registrada no último mês, o Dieese avalia que o setor ainda opera em um cenário de custos elevados, o que ajuda a manter os preços acima dos níveis registrados no início de 2026.
(Com informações de O Liberal)