Ribeirinhos do Marajó investem na economia criativa e inovam no mercado amazônico com o “vinho de açaí”.
O produto apoiado por uma rede colaborativa de municípios atendidos pelo escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), é uma proposta sustentável e lucrativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), uma vez que, o fruto do açaí é um dos principais insumos da cadeia produtiva do arquipélago.
Nós colaboramos e estimulamos para que os atendidos pela Emater na sua vivência típica consigam ampliar e aprofundar possibilidades de trabalho, renda e valorização cultural. Para tanto, dispomos de ferramentas históricas, operacionais e de efetividade de políticas públicas, a exemplo de capacitação contínua, presença em eventos até internacionais, acompanhamento científicos dos processos e crédito rural”, informou o chefe do escritório local da Emater em Afuá, Alfredo Rosas.
Sustentabilidade
A partir do segundo semestre de 2025, mediante a qualificação de 20 famílias das ilhas Araraman e Charapucu, a polpa de açaí foi fermentada para apresentar os tipos de vinho suve e seco.
Durante a qualificação, as famílias recebram equipamentos necessários para produzir, engarrafar e rotular o produto que já é comercializado a R$ 60 reais a unidade, na região. O lucro estimado, ultrapassa 50% do custo.
Pra gente, é uma excelente oportunidade de negócio. Quando a remessa tá pronta, já tá quase tudo com comprador certo. É um trabalho artesanal e elaborado. Pretendemos avançar limites, divisas e fronteiras”, falou a secretária da Adincocma, Kátia Pantoja.
A Associação do Desenvolvimento Intercomunitário dos Rios Corredor, Furo dos Chagas, Maniva e Outros (Adincocma), faz do açaí, parte da marca Art-Mani — uma revista de óleos, pomada, sabão e xarope medicinais de sementes de andiroba e pracaxi, entre outras.