Brasil – O Brasil já está vivendo a fase de transição climática que deve marcar o retorno do fenômeno La Niña. Os modelos meteorológicos indicam que o evento deve se instalar entre outubro e novembro, com efeitos mais evidentes no final de 2025 e início de 2026.
O fenômeno La Niña é marcado pelo resfriamento das águas do oceano Pacífico Equatorial e que pode provocar mudanças importantes no padrão de chuvas, afetando as regiões agrícolas de maneira distinta e com potencial para alterar significativamente o desempenho da próxima safra de verão no Brasil.
Nas regiões
No Sul do país, o maior risco está na redução das chuvas entre novembro e dezembro, período crítico para o desenvolvimento da soja. Bloqueios atmosféricos podem restringir o avanço de frentes frias, resultando em janelas de até 30 dias com pouca ou nenhuma precipitação. A partir de janeiro, contudo, as projeções apontam melhora no regime de chuvas, favorecendo um verão mais úmido em relação ao ciclo anterior.
No Centro-Oeste, o cenário é positivo para o início da safra e as chuvas devem se antecipar, permitindo o plantio da soja dentro da janela ideal. O alerta, porém, fica para o período entre o fim de dezembro e janeiro, quando intervalos mais longos sem precipitações podem comprometer o enchimento de grãos. Apesar disso, a perspectiva geral segue favorável para a safra de verão na região.
Centro-Norte
Com a influência da La Niña, o Centro-Norte tende a registrar temperaturas máximas mais elevadas, o que aumenta a evapotranspiração e a demanda hídrica. Já no Sul, a tendência é de maior variabilidade climática, com alternância entre picos de calor e períodos mais amenos.
Apesar da possibilidade de ser um evento fraco, os efeitos da La Niña no Brasil podem ser significativos. O monitoramento climático constante, o planejamento regionalizado e ajustes no calendário agrícola serão essenciais para mitigar perdas. (Com O Presente Rural)