Pará e Amapá – A praga da vassoura-de-bruxa da mandioca já atinge dez dos 16 municípios do estado do Amapá. Além disso, a doença alcançou o norte do Pará e territórios indígenas sensíveis. Entre as áreas afetadas, estão Oiapoque e o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá. Por isso, o governo declarou emergência fitossanitária nos dois estados e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) determinou emergência devido ao risco de surto. 00
A doença é causada pelo Rhizoctonia theobromae, de ocorrência inédita no País, que já destruiu roças e comprometeu a segurança alimentar. Diante desse avanço, a Embrapa lançou uma página temática exclusiva na internet. A ferramenta reúne dados técnicos, documentos oficiais e orientações de controle. O portal atende produtores, técnicos e gestores públicos e apoia decisões rápidas e medidas coordenadas contra a doença.
O link é este aqui: https://www.embrapa.br/vassoura-de-bruxa-da-mandioca
Virtual
O ambiente virtual traz um mapa digital interativo e atualizado, no qual o usuário acompanha a dispersão do fungo em tempo real. Além disso, a página apresenta sintomas iniciais e avançados da doença. Também orienta a identificação correta no campo. O site detalha recomendações práticas para evitar novas infecções e reúne estratégias de manejo preventivo e corretivo.
O ambiente reúne portarias, notas técnicas e manuais oficiais. Com isso, gestores acessam rapidamente as normas em vigor. A página também disponibiliza vídeos de workshops e materiais educativos, e responde às perguntas mais frequentes dos produtores.
Base técnica e científica
A equipe da Embrapa Mandioca e Fruticultura desenvolveu o conteúdo. O trabalho conta com apoio da Embrapa Amapá e da Assessoria de Comunicação. O chefe-geral Francisco Laranjeira coordena o projeto institucional. Segundo ele, a página amplia o acesso à informação qualificada.
Laranjeira afirma que a doença tem alto potencial destrutivo. Por isso, defende decisões baseadas na ciência e ressalta a importância do manejo integrado. Além disso, destaca atualizações contínuas sobre o avanço da praga. Laranjeira também coordena o Centro de Operações de Emergência da Embrapa, que integra esforços de resposta ao surto.
O Centro reúne instituições sob coordenação do MAPA, promovendo diálogo técnico e ações integradas. O grupo discute pesquisa, assistência e proteção às comunidades afetadas, como os povos indígenas que recebem atenção especial.
Agilidade
O analista Jackson de Araújo dos Santos integra a equipe em campo e atua diretamente nas comunidades atingidas. Segundo Santos, a plataforma agiliza o acesso às informações técnicas e facilita orientações seguras sobre a doença.
O Ministério classifica a praga como quarentenária presente, o que significa que o País controla oficialmente a propagação. A doença se dispersa por mudas doentes e ferramentas contaminadas e, além disso, água e solo podem transportar o fungo. O nome científico atual é Ceratobasidium theobromae, mas o órgão oficial mantém a classificação anterior.
Sem relação com cacau
A praga não tem relação com a vassoura-de-bruxa do cacaueiro. Embora tenha nome semelhante, trata-se de outra doença.
A confirmação ocorreu em julho de 2024, no Amapá. Até então, não havia registro na América do Sul, e com isso, especialistas reforçam a vigilância sanitária. A prevenção agora se tornou uma prioridade nacional.
(Com informações Agro em Campo)