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O Portal do Agro > Blog > Agricultura > Estudo reforça agricultura regenerativa como caminho para descarbonização do agronegócio
AgriculturaCOP30

Estudo reforça agricultura regenerativa como caminho para descarbonização do agronegócio

oportaldoagro@gmail.com
Última atualização: 5 de novembro de 2025 11:42
oportaldoagro@gmail.com
3 meses atrás
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Restando uma semana para o início da COP 30, em Belém, intensificam-se as discussões em torno de temas que devem gerar não somente debates necessários, mas soluções já bastante aguardadas por diferentes segmentos da economia. O setor do agronegócio é um deles, se não o mais interessado. Dentre os temas a serem pautados, a agricultura regenerativa e os biocombustíveis, no contexto da descarbonização, ganham mais espaço e figuram entre as atenções contidas na programação da Conferência Mundial do Clima, prevista para ocorrer na capital paraense de 10 a 21 deste mês.

Em Baku, no Azerbaijão, durante a COP 29, realizada em novembro de 2024, o governo brasileiro e representantes de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apontaram a posição do país em relação ao enfrentamento das mudanças climáticas. No evento, o Brasil se comprometeu a ativar as chamadas “alavancas do desenvolvimento sustentável”. 

Agora, na edição 30 da COP, em Belém, a oportunidade de intensificar a luz sobre a agricultura regenerativa cresce, como aponta o estudo “Descarbonização do Agronegócio: caminhos para reduzir emissões e promover a sustentabilidade”.

Trata-se de um documento de 57 páginas, produzido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), juntamente com as empresas Tereos, Amaggi, Nestlé, Syngenta e Bayer, integrantes da chamada Coalizão do Agronegócio.

Integrante da Coalizão do Agronegócio, o grupo Tereos atua no esforço pelo processo de descarbonização e na pauta no enfrentamento das mudanças do clima. Com visão de longo prazo no processamento de matérias-primas agrícolas e desenvolvimento de produtos alimentícios, a Tereos é uma das líderes nos mercados de açúcar, álcool/etanol e amidos. A empresa é uma das co-líderes para formação do grupo da Coalizão do Agronegócio e apoiou o estudo divulgado pela CEBDS. 

“Estudos como este são essenciais para acelerar a transição do agronegócio rumo a um modelo ainda mais sustentável, num momento chave para a agenda climática, com a realização da COP30 no Brasil. Ao participar ativamente desta iniciativa, reafirmamos o nosso papel de liderança nesse movimento, com compromissos claros de descarbonização, para uma agricultura cada vez mais de baixo carbono. Essa análise reforça que estamos na direção certa, com investimentos em alavancas importantes em toda a cadeia de valor e que contribuem de forma efetiva para a redução das emissões”, diz Pierre Santoul, diretor-presidente da Tereos Brasil.

Os investimentos da companhia em práticas de agricultura regenerativa não são de hoje. Por meio do uso massivo de insumos biológicos com aplicação via drone e no uso de fertilizantes, a Tereos já atingiu ganhos significativos, implementando a agricultura sustentável em mais de 30% de suas produções agrícolas. Com metas validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi), referência mundial em compromissos climáticos adotados por empresas, a companhia promete reduzir 50% das emissões industriais (escopos 1 e 2) e 36% das emissões agrícolas (FLAG) e emissões do escopo 3 até a safra 2032/2033. 

Acesso a crédito e apoio da ciência é fundamental para descarbonização

Para que as metas de descarbonização sejam atingidas, a aliança da produção com a ciência é fundamental, onde a assistência técnica junto aos produtores desempenha um importante papel, assim como acesso a crédito para reforçar o esforço para descarbonizar o setor. 

De acordo com o pesquisador Judson Ferreira, do Centro Florestal do Acre, da Embrapa, é necessário ampliar os mecanismos de acesso dos produtores rurais. “ Especialmente para os produtores familiares, com assistência técnica e gerencial, continuada e de qualidade. Neste caso, é essencial pensar em mecanismos inovadores de acesso. Um exemplo são programas que estimulam jovens filhos de produtores rurais que concluem cursos de nível Técnico ou Superior nas áreas de Ciências Agrárias e de  Zootecnia a se credenciarem como Microempreendedores (MEI) e atuarem como Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural nas regiões do entorno de onde vivem”, avalia o pesquisador.

O fator tecnológico deve ter uma atenção maior e ser o caminho para abranger cada vez mais produtores nos resultados do setor. “No cenário atual, uma pequena parte dos produtores brasileiros, cerca de 15% dos 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários respondem por cerca de 85% do valor bruto da produção agropecuária”, afirma Valentim. 

Para ele, a maioria dos pequenos e médios produtores “permanece à margem dessa revolução tecnológica e com sistemas de produção agropecuários com baixo nível tecnológico, baixa produtividade e baixa rentabilidade”, indica.

O acesso ao crédito e assistência técnica continuada somada a boas práticas de produção agropecuária que aumentam a produtividade e reduzem a intensidade de emissões do GEE, será possível ampliar a produção agropecuária para garantir a crescente demanda por alimentos.

A pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Oriental, baseada em Belém, também destaca a necessidade de maior entendimento do setor financeiro em apoiar projetos que visam reduzir as emissões do setor. “A agricultura que temos hoje, em boa parte, degrada solos e águas. O princípio da agricultura regenerativa é justamente permitir e avançar na recuperação desses sistemas”, explica. 

Para ela, as ações de descarbonização ainda são pontuais e precisam avançar para ganhar escala. “Temos sistemas integrados de lavoura e pecuária, por exemplo. Infelizmente ainda não acontece na escala que precisamos. Para isso, precisa ter monitoramento mais claro e visível. Temos pesquisas em andamento, sabemos dos benefícios, mas conhecemos as barreiras de infraestrutura e outras dificuldades de implementação, sobretudo na Amazônia”, comenta. 

“O sistema financeiro, os bancos, precisam apoiar mais. A pecuária, por exemplo, recebe crédito com mais facilidade, é vista pelos bancos como uma atividade de baixo risco. Agora, é urgente um direcionamento para esse esforço maior pela agricultura regenerativa e mais sustentável, sendo um dos pilares para isso aumentar de maneira efetiva”, afirma. 

Estudos levantam desafios, mas também apontam caminhos

O estudo foi entregue no dia 9 do mês passado ao presidente da COP 30, embaixador André Corrêa do Lago. Pelo documento, CEBDS e as empresas envolvidas jogam luz no problema e nas soluções de forma ainda mais intensa e apresentam um panorama sobre as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do setor agropecuário e propõem caminhos para mitigação com estratégias para a implementação de alavancas de descarbonização.

No total, a Coalizão do Agronegócio reúne 43 entidades e empresas de grande representatividade. Elas têm o papel de propor as melhores recomendações para o avanço da descarbonização com os ajustes necessários no setor. O protagonismo do setor agropecuário é evidenciado no estudo do CEBDS a partir das novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), mas também pelo contexto da COP 30. O trabalho ressalta que o país, por ocasião da COP 30, pode se posicionar como líder em soluções para diminuição de gases do efeito estufa (a exemplo do CO2).

Nunca é demais lembrar que nesse contexto, cerca de 30% da emissão de gases emitidos no país têm origem na agropecuária. São aproximadamente 480 MtCO2 (quatrocentos e oitenta milhões de toneladas de dióxido de carbono) por ano. Desse volume, 94% são emissões provenientes da pecuária.

No cenário das novas NDCs, o desafio está definido: Até 2035, a meta é reduzir as emissões líquidas de carbono entre 59% e 67% e buscar a neutralidade em 2050.

Em Baku, o Brasil reafirmou o esforço por maior resiliência agrícola, com uso da ciência e uso de energia limpa. Em Belém, a expectativa é utilizar a oportunidade para um esforço coletivo entre empresas do setor para promover práticas mais sustentáveis no país que, por ano, produz mais de 350 milhões de toneladas de grãos e abriga um rebanho de cerca de 240 milhões de cabeças de gado.

Fonte: Amazônia Vox na COP 30 tem o apoio da Fundação Itaú, Roche e Tereos.

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