Pará – O Programa Pecuária Sustentável do Governo do Pará avança com a adesão do Programa de Rastreabilidade Individual e Monitoramento de Indiretos (PRIMI), em parceria com o frigorífico Rio Maria, ao Sistema de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos do Pará (SRBIPA). A integração representa um passo decisivo na consolidação de uma pecuária mais produtiva, valorizada e ambientalmente responsável, reforçando o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável do setor.
A parceria entre o Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), e o PRIMI, é a primeira iniciativa do tipo destinada a fortalecer o programa estadual de rastreabilidade. A iniciativa integra esforços para promover a segurança sanitária do rebanho, aprimorar a gestão das propriedades e ampliar a transparência na cadeia produtiva, com ações alinhadas à sustentabilidade ambiental, à regularização fundiária e à inovação tecnológica no campo.
Rastreabilidade e transparência
A integração entre os dois programas acelerou a implantação dos brincos de identificação individual no rebanho, levando a iniciativa a ultrapassar a marca de 270 mil unidades aplicadas antes mesmo da entrada em vigor da primeira fase da nova lei, em 1º de janeiro de 2026, que exigirá o registro dos animais a cada movimentação. O resultado consolida um marco para o setor, demonstrando a capilaridade e o avanço do Programa Pecuária Sustentável em todo o estado.
O programa de identificação individual do gado paraense é essencial para acessar mercados com integridade, transparência e segurança alimentar na cadeia pecuária. Um dos pilares dessa iniciativa é o apoio aos pequenos produtores, que possibilita o aumento da produtividade e a valorização do produto por meio da rastreabilidade. A adesão do PRIMI amplia o alcance do programa e oferece ao pecuarista novas oportunidades de participação” – Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará
Sustentabilidade e competitividade
O PRIMI já implementou a identificação individual em mais de 100 propriedades paraenses, e atua no monitoramento e na regularização ambiental e fundiária, garantindo que a pecuária paraense se desenvolva de forma legal e regularizada. Isso cria uma cadeia produtiva com plena conformidade socioambiental, agrega valor ao produto final e amplia as oportunidades de acesso a mercados mais exigentes.
Ao unir forças com o programa Pecuária Sustentável, mostramos que sustentabilidade e aumento da produtividade caminham lado a lado” – Thiago Witzler, diretor do PRIMI
Witzler afirma que o foco é garantir que a produção do Pará esteja totalmente em conformidade com o Código Florestal e todas as normas ambientais. “Estamos construindo um modelo que combate o desmatamento de forma efetiva, não apenas na teoria, mas com resultados concretos no campo”, enfatiza
Modelo de referência nacional
Segundo Fábio Medeiros, diretor de Parcerias Estratégicas em Pecuária da The Nature Conservancy, a integração entre governo, setor privado e sociedade civil mostra como uma política pública pode ampliar iniciativas que beneficiam todos os elos da cadeia produtiva. “A união de esforços no rastreamento individual de animais cria transparência, protege a floresta, facilita o acesso a mercados e atrai investimentos. A Amazônia é chave para o clima e o Pará lidera com soluções que unem produtividade e sustentabilidade”, afirma.
Com a integração, o Pará fortalece seus objetivos na agenda de sustentabilidade, mostrando o caminho para uma economia rural que não avança sobre a floresta, garantindo igualdade de condições no mercado, segurança jurídica e competitividade aos produtores.
A aliança consolida a posição do estado como vanguarda na construção de uma estratégia integrada, que combina desenvolvimento econômico, segurança sanitária do rebanho e proteção ambiental. (Com Agência Pará/ Adepará)