Belém, Pará – O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, foi recebido pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e pela diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologias, Ana Euler, em visita à AgriZone, parte da programação da COP30, na segunda-feira, 17, e reforçou que nenhuma COP no mundo teve a oportunidade de mostrar soluções reais.
“Nós saímos da retórica e fomos para a prática, expondo ao mundo todo como a nossa agropecuária é baseada na ciência e no respeito ao meio ambiente” – Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária
No pavilhão central, o ministro recebeu a imprensa local e viu um pouco da trajetória de 52 anos de pesquisa da Embrapa e dos parceiros que integram a AgriZone, uma grande vitrine de tecnologias que posiciona a agricultura brasileira como solução para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Visita e novos programas
Na vitrine do Núcleo de Responsabilidade Socioambiental (Nures), o ministro observou Sistemas Agroflorestais (SAFs), alimentos Biofortificados, cultivares para agricultura familiar, pimenta-do-reino em tutor vivo, além de tecnologias sociais, como Sisteminha e a Fossa Séptica Biodigestora.
Durante a visita, o ministro Fávaro citou dois novos programas do Mapa de apoio a pequenos e médios produtores rurais: o Caminho Verde, que concede apoio financeiro à conversão de pastagens degradadas em terras agricultáveis; e o Solo Vivo, de fortalecimento da agricultura familiar em assentamentos rurais.
Acompanhado pela presidente Silvia, o ministro Fávaro percorreu a trilha da Capoeira do Black, um fragmento de floresta amazônica em regeneração natural há cerca de 80 anos, que revela como as florestas renascem, armazenam carbono e promovem serviços ambientais.

“Um direcionamento importante que o Brasil tem hoje é que não precisamos mais avançar sob a floresta e o cerrado para que a nossa agropecuária continue a crescer. Com tecnologia, podemos aproveitar áreas degradadas que já foram antropizadas”, citou o ministro.
Tecnologias
A última parada foi na vitrine da Fazenda Álvaro Adolpho, onde o ministro conheceu tecnologias para a agricultura e pecuária de baixa emissão de carbono, intensificação sustentável e diversificação de sistemas produtivos. Nesta vitrine estão reunidas mais de 45 cultivares com genética da Embrapa e 30 sistemas agropecuários integrados.
A presidente da Embrapa Silvia Massruhá destacou que as vitrines da AgriZone mostram as diferentes agriculturas do Brasil, citando os sistemas agroflorestais, o feijão-caupi, o Sisteminha e também a plataforma de agricultura de baixo carbono, com a soja, milho, trigo, os insumos biológicos, entre outros.
“Esse é o momento de mostrar ao mundo o que é agricultura tropical e a contribuição da ciência para tornar o nosso país uma referência mundial” – Silvia Massruhá, presidente da Embrapa
“As pessoas poderem ver nas vitrines tecnológicas os arranjos produtivos, a forma como que o Brasil produz e respeita o meio ambiente, as boas práticas e isso tudo combinado à nossa legislação é um grande diferencial do Brasil. Que isso tudo sirva de referência para as outras COPs”, finalizou o ministro.
A AgriZone, que está sediada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, capital do Pará, está aberta ao público desde o dia 10 de novembro e já recebeu cerca de 12 mil visitantes. O espaço funciona das 10h às 18h e a entrada é gratuita, mediante credenciamento na recepção do evento.