O jornal Estadão publicou sobre a queda da safra da castanha-do-pará, e da previsão de uma possível crise em 2026. Segundo a reportagem, foram coletadas 2,5 toneladas de castanha desde o início do ano até meados de abril. Porém, em períodos normais, esse volume seria coletado em dois ou três dias.
Embora os números absolutos não sejam mensurados, pesquisadores da Embrapa estimam quebra superior a 70% em toda a Amazônia, incluindo países vizinhos como o Peru.
Um dos diferenciais das castanheiras é a possibilidade de prever a produtividade da safra seguinte, devido ao ciclo longo de desenvolvimento da castanha-do-pará. Relatos de castanheiros já indicam que a próxima safra será boa, com algumas áreas sinalizando para uma super safra.
Situação semelhante foi observada após a safra 2017/2018, quando o fenômeno ficou conhecido como “ressaca”. Mas a alternância entre uma safra muito ruim e outra muito farta quase desestruturou a cadeia produtiva no fim da década passada, e a preocupação é que o cenário se repita.
Especialistas ouvidos pelo Estadão afirmam que, com uma safra boa, a tendência é que o preço também se eleve, diante de um mercado com muita oferta. Segundo a comunidade que trabalha com o beneficiamento da castanha, o problema está relacionado também com a falta de fiscalização preventiva contra o desmatamento ilegal e as queimadas que ocorrem na região.
(Com informações do O Amazônico)