Pará – A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Divisão de Vigilância de Produtos do Departamento Estadual de Vigilância Sanitária, em parceria com a Casa do Açaí, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), e a Vigilância Sanitária de Belém, deram início na quarta-feira, 3, seguindo até quinta-feira, 4, a um treinamento voltado ao fortalecimento das boas práticas de manipulação do açaí.
A capacitação, realizada na Casa do Açaí, no bairro da Cidade Velha, em Belém, buscou aprimorar o trabalho realizado nas fiscalizações e coleta de amostras de interesse sanitário.
Boas práticas
A fiscal sanitária da Sespa Dorilea Pantoja informou que o curso objetiva atualizar os participantes sobre os cuidados essenciais no processamento artesanal do fruto, com base no Decreto Estadual nº 326/2012, que regulamenta as boas práticas de fabricação de açaí e bacaba artesanal.
Abordamos a doença de Chagas, relacionada ao consumo do açaí, quando não há a manipulação correta, explicando como ocorre a contaminação. Discutimos também as boas práticas, e finalizamos com uma demonstração detalhada de todas as etapas que o batedor artesanal deve seguir, alinhando teoria e prática. Buscamos contribuir para qualificar ainda mais as fiscalizações nos municípios” – Dorilea Pantoja, fiscal sanitária da Sespa
A chefe da Casa do Açaí, Débora Barros, reforçou a importância do treinamento. “Os servidores precisam entender todas as etapas do processo para saber como orientar e cobrar durante as fiscalizações. Abordamos a lavagem do fruto, o branqueamento, única forma eficaz de eliminação do T. Cruzi causador da doença de Chagas, e demais procedimentos obrigatórios”, ressaltou.
Processamento
A parte prática foi conduzida pelos profissionais da Casa do Açaí e batedores artesanais, Heron Amaral e Selma Oeiras, que demonstraram passo a passo o processamento correto do fruto, desde a recepção e armazenamento, passando pelo peneiramento, higienização, branqueamento, resfriamento e amolecimento, até o despolpamento, envase e armazenamento. O objetivo foi mostrar como cada etapa contribui para a eliminação de riscos, e para a oferta de um produto seguro à população.
A programação também incluiu temas como perfil epidemiológico e ações de combate à doença de Chagas, funcionamento da rede estadual de entomologia e histórico do Programa Estadual de Qualidade do Açaí, além de noções sobre processos administrativos sanitários e protocolos de coleta de amostras.
Participaram do treinamento representantes das vigilâncias municipais de Altamira, Ananindeua, Abaetetuba, Barcarena, Benevides, Brasil Novo, Marituba, Moju e Santa Bárbara do Pará, além de técnicos do Primeiro Centro Regional de Saúde (CRS) e do Laboratório Central do Estado (Lacen-PA).
(Com informações da Agência Pará/ Sespa)