Brasil – O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou, na quinta-feira 20, que a retirada das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne bovina, café e frutas, representa um avanço significativo na relação bilateral. Para o ministro, o anúncio feito pelo governo norte-americano confirma que o diálogo técnico e institucional retomou seu curso natural.
Segundo Fávaro, a medida é uma notícia tranquilizadora tanto para o agronegócio brasileiro quanto para os mercados internacionais. Ele destacou que a decisão demonstra maturidade nas tratativas e reduz tensões criadas nos últimos meses.
Como diz o presidente Lula, não tem assunto proibido. Tudo é possível no diálogo de alto nível. A relação Brasil–EUA não podia ficar em fofocas e intrigas, e, a partir do momento em que os dois líderes dialogaram, as coisas vieram para a normalidade”, Carlos Fávaro – ministro da Agricultura e Pecuária
Mercado aberto
Com o fim da sobretaxa, produtos brasileiros voltam a acessar o mercado norte-americano em condições mais competitivas, reforçando o papel do país como um dos principais fornecedores globais de alimentos.
Fávaro reiterou que o momento marca a superação de ruídos e a consolidação de uma postura técnica entre os dois países. “Quem ganha com isso são os brasileiros, são os norte-americanos, a América e a relação comercial mundial”.
“O diálogo continua. Ainda há muito a negociar, mas, para a agropecuária brasileira, esta decisão foi excelente”, finalizou o ministro Carlos Fávaro.
Lista dos produtos sem altas taxas
Os produtos brasileiros beneficiados com o fim do tarifaço começam com carnes bovinas. O anexo traz todas as categorias de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — incluindo: carcaças e meias-carcaças, cortes com osso, cortes sem osso, cortes de “high-quality beef”, miúdos bovinos, carne salgada, curada, seca ou defumada.
De frutas e vegetais, há um grande lista, incluindo: tomate (por sazonalidade), coco (fresco, desidratado, carne, água de coco), lima Tahiti / lima da Pérsia, abacate, manga, goiaba, mangostim, abacaxi (fresco e processado), papaya (mamão) e diversas raízes tropicais, como a mandioca.
Café e derivados, como café verde, café torrado, café descafeinado, cascas e películas de café (“husks and skins”) e substitutos contendo café.
Dos chá, mate e especiarias, a lista inclui diversas categorias de chá verde, chá preto, erva-mate, pimentas (piper, capsicum, paprika, pimenta-jamaica), noz-moscada, cravo, canela, cardamomo, açafrão, gengibre, cúrcuma e misturas de especiarias.
Castanhas e sementes: castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia, nozes pignolia e outra e sementes diversas (coentro, cominho, anis, funcho etc.).
Sucos de frutas e derivados, como suco de laranja (várias classificações), suco de limão/ lima, suco de abacaxi,
água de coco e açaí (polpas e preparados)
Produtos de cacau, como amêndoas de cacau, pasta de cacau, manteiga de cacau e pó de cacau.
Produtos processados como polpas de frutas (manga, banana, papaya etc.), geleias, pastas e purês, palmito, tapioca, féculas e amidos e produtos preservados em açúcar ou vinagre
E por fim, fertilizantes que são importantes para o Brasil como exportador e importador. Os produtos são ureia, sulfato de amônio, nitrato de amônio, misturas NPK, fosfatos (MAP/DAP) e cloreto de potássio (KCl). (Com MAPA)