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O Portal do Agro > Blog > Agronegócio > Agro inicia 2026 em alta, mas tendência é de perda de ritmo
Agronegócio

Agro inicia 2026 em alta, mas tendência é de perda de ritmo

Redação
Última atualização: 29 de maio de 2026 22:03
Redação
5 meses atrás
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Em relação a 2025, a colheita de soja deve crescer 5,1%, totalizando 174,6 milhões de toneladas (Foto: reprodução/Uol).
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A agropecuária iniciou 2026 em crescimento, mas o resultado também mostra que o setor sente o peso da taxa Selic elevada, segundo o economista Joelson Sampaio, da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para os próximos meses, o clima pode se tornar uma variável crítica, com os possíveis efeitos do El Niño, e o economista já projeta uma desaceleração do ritmo de produção.

Os dados do PIB apontam alta de 2,0% na agropecuária no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o trimestre anterior. Já o avanço interanual foi de apenas 0,7%. A soja foi destaque no resultado, com novo recorde de 4,8% na estimativa anual de produção, mas o milho (-2,5%) e o arroz (-10,6%) registraram quedas.

Joelson avalia que, embora o conflito no Oriente Médio tenha afetado o setor e gerado um resultado inicialmente mais fraco em termos de expectativas, o saldo final foi “muito mais positivo do que negativo” para o agronegócio brasileiro, já que o setor ainda impulsionou os resultados neste trimestre.

O agro vive muito de ciclos. Lá atrás, você tinha um ciclo muito favorável, e acho que isso explica boa parte do resultado do ano passado. Agora, o que a gente observa no agro tem a ver com ciclos e cenários externos. Mas também há um ponto interessante: às vezes temos impactos negativos do clima e, em outras, positivos. No caso deste ano, o impacto foi mais positivo”, explica.

Milho

Depois da alta de 0,7% registrada no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária ainda deve contar com impactos positivos vindos da soja no segundo trimestre, mas o milho segunda safra pode ser um limitador dos próximos resultados do setor. A avaliação é de José Carlos Hausknecht, sócio em Agronegócios na EY Brasil.

Vai ser difícil termos crescimentos fortes no PIB da agropecuária ao longo do ano”, disse o especialista. Segundo ele, o milho safrinha é uma das culturas que tiveram alguns problemas na produção e podem pressionar, principalmente, o desempenho do PIB no segundo semestre de 2026.

A colheita da segunda safra de milho já começou e há expectativa de redução na oferta desta temporada. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do cereal deve alcançar 108,4 milhões de toneladas na segunda safra, ou 4,2% menos que no ciclo 2024/25.

Falta de chuvas afetou a produtividade do Estado de Goiás, e há problemas pontuais em outras regiões, como Minas Gerais e São Paulo, ainda que em menor proporção.

Além do milho, Hausknecht também cita o algodão e cana-de-açúcar como pontos de atenção para o desempenho do PIB no segundo semestre.

Sobre o resultado do primeiro trimestre, o sócio da EY Brasil destaca que o crescimento de 0,7% na variação anual é decorrente da produção de soja e do segmento de carnes.

Não era esperado um crescimento muito grande (no PIB agropecuário)”, afirmou.

(Com informações do Globo Rural)

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