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AgronegócioPará

Produtores avaliam mercado futuro de leite

Redação
Última atualização: 11 de julho de 2026 20:36
Redação
3 meses atrás
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Levantamento do Dieese aponta aumento da maioria das frutas entre janeiro e junho, enquanto comerciantes relatam diferenças na percepção sobre o comportamento dos preços de alguns dos principais produtos vendidos nas feiras da capital (Foto: reprodução/Ivan Duarte/O Liberal).
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O preço das frutas comercializadas nas feiras livres e supermercados de Belém registrou alta ao longo do primeiro semestre de 2026, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). A pesquisa mostra que a maior parte dos produtos pesquisados acumulou reajustes acima da inflação estimada para o período, com destaque para a manga rosa e o mamão. Em contrapartida, frutas como abacate e limão apresentaram forte retração nos preços no acumulado do semestre.

Contents
  • Manga rosa: consenso sobre a alta
    • Mamão divide opiniões
      • Limão e abacate: queda reconhecida, mas com diferenças
        • Pressão inflacionária preocupa

Embora os números indiquem uma tendência clara de valorização da maioria das frutas, a percepção dos feirantes nem sempre acompanha os resultados da pesquisa. Entrevistas realizadas na Feira da Pedreira na manhã desta sexta (10/07) mostram que comerciantes reconhecem a disparada da manga rosa, mas divergem em relação ao comportamento do mamão, do abacate e do limão. 

Manga rosa: consenso sobre a alta

Entre as frutas analisadas, a manga rosa é um dos poucos casos em que pesquisa e comerciantes apresentam a mesma percepção. O Dieese aponta aumento acumulado de 24,34% entre janeiro e junho, além de uma alta de 9,40% somente entre maio e junho.

Na avaliação do feirante Nildo Moreira, o aumento foi ainda mais expressivo no mercado atacadista.
A diferença demonstra que, enquanto o levantamento do Dieese considera a evolução dos preços médios ao longo do semestre, os feirantes observam oscilações mais recentes do mercado.

Mamão divide opiniões

Outro produto que evidencia a diferença entre pesquisa e percepção é o mamão. O Dieese registra aumento acumulado de 17,63% no primeiro semestre, embora tenha identificado queda de 4,06% entre maio e junho.

Para Nildo Moreira, a redução recente explica a sensação de estabilidade.

O mamão deu uma aumentada, mas graças a Deus deu uma baixada. Parou de chover, deu bastante sol. O mamão começou a aparecer e com qualidade ainda”, declarou.

Segundo ele, atualmente o produto é vendido entre R$ 10 e R$ 15 o quilo, dependendo da qualidade. Andrea Lima, por sua vez, afirma que o mamão sequer apresentou aumento perceptível durante o período.

“A manga rosa e o mamão não deram uma aumentada”, disse. 

A percepção dos comerciantes coincide apenas com o comportamento mais recente do produto, enquanto o levantamento estatístico mostra que, no acumulado de janeiro a junho, o preço médio permaneceu acima do registrado no início do ano.

Limão e abacate: queda reconhecida, mas com diferenças

Os dados do Dieese mostram que o abacate apresentou a maior redução entre todas as frutas pesquisadas no semestre, com queda acumulada de 46,41%. O limão também registrou forte recuo, de 36,58% no mesmo período, embora tenha apresentado diminuição de 5,79% apenas entre maio e junho.

Nildo Moreira confirma essa tendência. “Limão e abacate caíram bastante. Deu uma aliviada no preço. Limão baixou e aumentou a qualidade dele. Tava caro e sem qualidade. Muito casca grossa. Agora a gente está com um limão bem bonito, casca fina, bom pra dona de casa consumir”, explicou.

Já Andrea Lima concorda apenas em parte. “O limão baixou. Limão e laranja deram uma boa baixada”, observou.

Sobre o abacate, entretanto, ela apresenta uma percepção diferente da pesquisa. “Abacate não baixou de preço”, disse.

A divergência pode estar relacionada às diferenças entre os preços médios levantados pelo Dieese e os valores praticados em determinados pontos de venda, além da influência da qualidade e da oferta disponível em cada período.

Pressão inflacionária preocupa

Na avaliação do Dieese, o comportamento dos preços das frutas durante o primeiro semestre confirma um cenário de pressão inflacionária sobre os alimentos. Segundo o departamento, fatores como custos de abastecimento, transporte e a forte dependência do Pará de frutas produzidas em outros estados ajudam a explicar a elevação dos preços.

De acordo com a análise do órgão, “o comportamento recente dos preços das frutas confirma um cenário de pressão inflacionária ao longo do primeiro semestre de 2026, especialmente em função de fatores conjunturais que tendem a impactar os custos de abastecimento”. 

O Dieese também ressalta que a dependência do estado em relação aos produtos vindos de outras regiões amplia a sensibilidade dos preços locais às oscilações nos custos de produção e logística, mantendo a expectativa de preços elevados e maior volatilidade nos próximos meses.

(Com informações de O Liberal)

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TAGGED:#Agronegócio#Leite#Produtores
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