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O Portal do Agro > Blog > Agronegócio > UPL quer elevar a 69% fatia de produtos diferenciados e sustentáveis até 2030
AgronegócioBrasil

UPL quer elevar a 69% fatia de produtos diferenciados e sustentáveis até 2030

O novo produto, voltado aos cultivos da soja, milho e algodão, deverá se tornar o segundo maior faturamento da multinacional

Redação
Última atualização: 5 de outubro de 2026 21:19
Redação
6 dias atrás
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Robison Serafim, chief marketing officer (CMO) da UPL Brasil (Foto: reprodução/Globo Rural).
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Líder em inseticidas para o controle de sugadores, a UPL Brasil pretende elevar para 69% até 2030 a participação de produtos diferenciados e sustentáveis em seu portfólio – esse percentual hoje é superior a 50%, mas o número exato não foi informado.

O que nós chamamos de produtos diferenciados e sustentáveis são produtos combinados que entregam algo diferente das tecnologias atuais para o agricultor”, afirma Robison Serafim, chief marketing officer (CMO) da empresa.

Uma das apostas da UPL neste sentido é o inseticida Sucessor, apresentado nesta segunda-feira (5/10) a um grupo de jornalistas, em São Paulo. O novo produto, voltado aos cultivos da soja, milho e algodão, deverá se tornar o segundo maior faturamento da multinacional até 2030. A tecnologia já está disponível para uso do agricultor brasileiro. Atualmente, o maior faturamento vem do Feroce (acefato+bifentrina).

De acordo com Serafim, a estratégia de mirar em produtos diferenciados vem em grande parte da demanda dos agricultores. Sobre custo-benefício, ele ressaltou que “os preços sempre vão estar competitivos com as tecnologias correntes no mercado”, sem entrar em detalhes.

Para a safra 2026/27, a projeção da UPL está em sintonia com as principais consultorias do agro, com possibilidade de leve aumento de área, uma quase manutenção de produção total e um cenário de aumento de custos e incertezas climáticas.

Não citamos números relacionados aos nossos faturamentos, mas estamos sempre otimistas em função das características do agricultor brasileiro, que é resiliente”, observa.

Com 43 fábricas distribuídas ao redor do mundo, sendo duas delas no Brasil – Salto de Pirapora (SP) e Ituverava (SP) -, a UPL também sofre com as incertezas do cenário geopolítico, em especial em logística e custo de matéria-prima. Mas vê nessa sua própria estrutura uma forma de atravessar esse período de turbulência.

Nós acreditamos que essa distribuição da nossa capacidade produtiva é uma ferramenta que nos ajuda a passar por esse ambiente de forma menos difícil. Mas é um ambiente super incerto para todos nós, então nos apoiamos muito nessa capacidade fabril e na distribuição geográfica”, acrescentou Serafim.

Questionado sobre a possibilidade de novos investimentos no Brasil, o executivo preferiu não responder. Serafim também não quis se manifestar sobre como o resultado das eleições pode impactar a estratégia da empresa no país.

No Brasil, a empresa atua principalmente com inseticidas (36% do portfólio), fungicidas (35%) e herbicidas (24%). Os biológicos representam 4%, e o tratamento de sementes, 1%. A UPL Brasil atua principalmente no cultivo de soja (66%), mas também está presente no milho (8%), cana-de-açúcar (6%), horticultura (4%), citros (3%) e algodão (2%), entre outras culturas.

A multinacional de origem indiana conta globalmente com uma receita de US$ 5,4 bilhões (referente ao período entre abril de 2025 e março de 2026). Para o ano fiscal de 2027, a companhia projeta crescimento de 7% a 11% da receita e de 10% a 14% do EBITDA.

(Com informações do Globo Rural)

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