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O Portal do Agro > Blog > Agronegócio > Abiec projeta aumento nos preços da carne no mercado interno em dois meses
Agronegócio

Abiec projeta aumento nos preços da carne no mercado interno em dois meses

Redação
Última atualização: 16 de julho de 2026 22:45
Redação
1 semana atrás
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Com esgotamento da cota de exportações para a China e a proibição de embarques para a União Europeia a partir de setembro, associação projeta queda dos preços em um primeiro momento, seguida de alta nas cotações a médio prazo (Foto: reprodução/CNN Agro).
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Com impasses comerciais com dois dos principais destinos da carne bovina brasileira, China e União Europeia, a Abiec (Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne) projeta uma redução nos preços internos da proteína a curto prazo, seguida por uma alta nas cotações ao longo do semestre.

Contents
  • Cota Chinesa
    • Redução no volume
  • União Europeia

O presidente da associação, Roberto Perosa, estima que o encarecimento da proteína no mercado interno deve acontecer a partir de setembro. Segundo ele, o movimento reflete a postura dos frigoríficos de reduzir a produção diante da diminuição da demanda externa.

No primeiro momento, a carne tende a ficar mais barata. Deve haver uma diminuição da produção em um segundo momento, o que pode aumentar os preços internos. Isso porque a formação de preço no mercado interno depende da cotação externa”, explicou.

Cota Chinesa

Na avaliação dele, após um primeiro semestre com bons resultados para o setor, a segunda metade do ano será desafiadora para o segmento, reflexo do esgotamento da cota de exportações de carne para a China.

Em junho, o Brasil atingiu o volume limite de 1,106 milhão de toneladas de embarques livres de taxação extra (que pode chegar a 67%). Perosa classificou as novas tarifas como “impraticáveis” e projetou um fluxo mínimo de exportações no segundo semestre.

Na média em junho, a China pagou 6.751,13 dólares por tonelada. Com 55% de tarifas adicionais, o preço salta para 10.464,26 dólares por tonelada”, explica o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Quando questionado sobre a postura da associação diante do fim da cota, Perosa afirmou que a Abiec não fez qualquer tipo de orientação comercial para os associados.

Após uma exportação recorde para o país em 2025, com 1,6 milhão de toneladas, a associação estima uma redução para cerca de 850 mil toneladas em 2026.

Redução no volume

No lançamento do Beef Report 2026, Perosa reforçou a projeção de redução de 10% no volume geral de exportação, ante as 3,5 milhões de toneladas exportadas em 2025, puxada diretamente pela diminuição de embarques para o mercado chinês.

Quando estabelecem cotas que reduzem 30% da demanda, temos que repensar todo o modelo do setor. Atingimos um alto grau de produção e produtividade, mas agora o nosso maior mercado não vai demandar na mesma altura pelos próximos três anos; precisamos nos adaptar”, destacou Perosa.

Na avaliação do presidente da Abiec, outros países parceiros não conseguirão absorver o mesmo volume chinês, o que vai diminuir o valor total exportado no segundo semestre.

Para além da balança financeira, esse impacto se estende para o dia a dia das indústrias. Nas últimas semanas, empresas do setor começaram a fechar plantas de forma temporária e a conceder férias coletivas para mitigar o impacto financeiro do novo cenário.

União Europeia

Com a proibição de exportação de carnes para a União Europeia a partir de 3 de setembro, devido ao uso de promotores de crescimento antimicrobianos na produção bovina nacional, o setor também deve passar por adaptações urgentes.

A Abiec, em conjunto com a Abpa (Associação Brasileira de Proteína Animal), já reforçou o banimento desses produtos na cadeia produtiva, visando minimizar o impacto financeiro a longo prazo.

Em 2025, a União Europeia representou 5% do volume da carne bovina exportada pelo Brasil e cerca de 6% do faturamento das transações, figurando entre os cinco principais compradores em ambas as categorias.

Apesar da relevância comercial e econômica, a principal preocupação das indústrias é no âmbito reputacional.

O bloco é um mercado pequeno em volume, mas com muito valor agregado, e compra cortes únicos. Além disso, eles são importantes na formulação de preços no mercado interno e na reputação internacional da proteína brasileira”, afirmou Perosa.

O setor teme que outros países parceiros sigam a postura dos europeus e passem a adotar novas barreiras fitossanitárias para importar a carne brasileira.

(Com informações da CNN Agro)

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TAGGED:#Abiec#Carne#Europa
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