A capacidade de armazenagem agrícola no país atingiu 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, o que significa um aumento de 1,1% frente ao primeiro semestre de 2025. O total de estabelecimentos ativos subiu 0,5% nessa base de comparação, para 9.668.
Os dados são da Pesquisa de Estoques do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) referente ao período entre julho a dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (11).
Os silos predominavam na capacidade de armazenamento, com 124,7 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, o que representava 53,3% do total geral. Em relação ao primeiro semestre de 2025, houve aumento de 1,2% dessa capacidade.
Na sequência estão os armazéns graneleiros e granelizados, que chegaram a 85,8 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, 2% superior à capacidade verificada no período anterior. Eles respondem por 37% da armazenagem nacional.
Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis – que equivalem a 10% do total de armazenagem no país – somaram 23,26 milhões de toneladas, uma queda de 2,2% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Dos cinco principais produtos agrícolas, do ponto de vista de armazenagem, os estoques de milho representaram o maior volume (22,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (7,3 milhões), trigo (6,0 milhões), arroz (2,9 milhões) e café (0,8 milhão).
Estes produtos constituem 90,3% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa, sendo os 9,7% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor, e outros grãos e sementes. No total, a pesquisa levantou 44,1 milhões de toneladas de produtos que monitora.
Por região, os silos predominam no Sul, sendo responsáveis por 65,6% da capacidade armazenadora regional. A região concentra 42,7% da capacidade total de silos do País.
Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 64,2 milhões de toneladas. Deste total, 58,8% são do tipo graneleiros e 37,1% são silos.
O Rio Grande do Sul e o Paraná possuem 38,9 e 35,7 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses Estados. A capacidade instalada está diretamente relacionada com a distribuição da produção de grãos no País.
(Com informações do Globo Rural)