Mercado físico do boi gordo seguiu em um ambiente de poucas negociações fechadas nesta quinta-feira (9/7). Segundo a consultoria Safras & Mercado, a indústria frigorífica continua encontrando maior dificuldade na composição de suas escalas de abate.
O impasse entre frigoríficos e pecuaristas persiste, com registro de alguns negócios acima da referência média em determinados Estados, a exemplo do Mato Grosso do Sul. O aumento da capacidade ociosa ainda é a escolha das indústrias neste momento de esgotamento virtual e precoce das cotas disponibilizadas pela China”, destaca Fernando Iglesias, analista da Safras.
Das 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, 20 apresentaram estabilidade no preço do boi gordo na comparação diária, enquanto outras 11 tiveram quedas nos valores. Apenas em Campo Grande (MS) e Dourados foram registradas altas nas cotações.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 330 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram mudanças.
Segundo a Scot, em São Paulo, apesar do feriadão estadual da Revolução Constitucionalista de 1932, parte das indústrias frigoríficas estava trabalhando normalmente nesta quinta-feira. No entanto, poucas compras foram realizados. Com oferta e demanda mornas, o ritmo dos negócios estava lento e o cenário era de estabilidade.
(Com informações do Globo Rural)