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O Portal do Agro > Blog > Agronegócio > China vai seguir comprando soja do Brasil no futuro, mas em ritmo menor
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China vai seguir comprando soja do Brasil no futuro, mas em ritmo menor

Estudo do Insper Agro Global aponta que mudanças na alimentação animal e ganhos de produtividade podem limitar crescimento das importações chinesas até 2030; Brasil responde por cerca de 70% das compras do país

Redação
Última atualização: 7 de outubro de 2026 22:48
Redação
4 dias atrás
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O estudo é assinado pelos pesquisadores Gabriela Mota da Cruz, Leandro Gilio, Bruno Capuzzi e Marcos Jank (Foto: reprodução/CNN Agro).
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A China deve continuar como o principal mercado para a soja brasileira nos próximos anos, mas o crescimento das importações chinesas pode perder força à medida que o país avance em estratégias para reduzir a dependência do grão, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Insper Agro Global. O estudo é assinado pelos pesquisadores Gabriela Mota da Cruz, Leandro Gilio, Bruno Capuzzi e Marcos Jank.

O trabalho estima que as importações chinesas de soja podem variar entre 92 milhões e 118 milhões de toneladas em 2030, dependendo do ritmo de crescimento da produção de ração animal e do grau de cumprimento das metas estabelecidas pelo governo chinês.

No cenário considerado mais próximo das condições técnicas identificadas pelos pesquisadores e com crescimento da demanda por ração seguindo a tendência dos últimos cinco anos, as importações chegariam a 118 milhões de toneladas em 2030, alta de 2% em relação à base atual. Nesse caso, a China não reduziria de forma significativa suas compras, mas apresentaria uma desaceleração do crescimento.

O estudo destaca que o Brasil, responsável por cerca de 70% das importações chinesas de soja, deve continuar com um mercado relevante. A avaliação, porém, é que a China pode deixar de funcionar como um vetor de expansão contínua da demanda pelo produto brasileiro.

Estratégia chinesa

A dependência chinesa do mercado externo está concentrada principalmente na soja. O país produz cerca de 21 milhões de toneladas, enquanto o consumo é estimado em 136 milhões de toneladas.

Segundo Larissa Wachholz, senior fellow do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e coordenadora do Programa Ásia e do Grupo de Análise da China, a China irá usar suas vantagens e conhecimentos, como no caso da indústria, para encontrar soluções, disse no evento realizado pelo Insper Agro nesta quarta-feira (7), em São Paulo.

O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin, no entanto, afirms que a nutrição animal já é feita com base em estudos, “e se tiro o farelo de soja vou colocar o quê no lugar?”, questiona.

A China não vai parar de depender do Brasil”, defende Wachholz. Mas ela afirma que há uma preocupação do país asiático em depender de poucos países e com grandes volumes, intensificada pela nova guerra comercial com os Estados Unidos durante os governos Donald Trump.

(Com informações da CNN Agro)

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