O setor agropecuário do Pará recebeu R$ 390 milhões em crédito aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro semestre de 2026, o maior volume registrado para o período desde o início da série histórica, em 1995. O montante é 158,8% superior ao primeiro semestre de 2022 (R$ 150,7 milhões) e 50,1% acima do primeiro semestre de 2025 (R$ 259,8 milhões). Do volume aprovado em 2026, 98% foi destinado a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), fortalecendo o empreendedorismo no estado. Este também é o maior volume aprovado para o setor entre os estados da Região Norte.
Em todo país, foram aprovados R$ 24,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no mesmo período, maior valor da história. É também 431% maior que o primeiro semestre de 2022 (R$ 4,7 bilhões) e 46% acima de 2025 (R$ 17 bilhões).
O BNDES tem sido um dos principais parceiros do setor agropecuário brasileiro, com apoio ao crédito para investimentos, capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e para ampliar a capacidade de armazenagem. Além disso, o Banco tem tido orçamentos recordes para o Plano Safra. Este ano, será de R$ 72 bilhões”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Os dados fazem parte do balanço do 1º semestre do BNDES, que serão apresentados nesta quarta-feira (12). Outro destaque do balanço é o aumento de recursos aprovados por cooperativas de crédito para o agro. Chegou a R$ 10,3 bilhões no período, volume 668% superior ao primeiro semestre de 2022 e 34% maior que o mesmo período de 2025.
O fomento ao cooperativos tem sido um eixo estratégico do BNDES, pois essas cooperativas de crédito cumprem um papel estratégico na democratização do acesso ao crédito no Brasil. Estão presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega, especialmente em pequenos municípios e regiões rurais. Essas instituições fortalecem o empreendedorismo local, apoiam micro, pequenas e médias empresas e impulsionam a geração de emprego e renda”, diz Mercadante.
(Com informações de O Liberal)