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O Portal do Agro > Blog > Agronegócio > Preço do pescado sobe até 30% em Belém no 1º trimestre, diz Dieese
AgronegócioAgropecuária

Preço do pescado sobe até 30% em Belém no 1º trimestre, diz Dieese

Redação
Última atualização: 13 de abril de 2026 21:09
Redação
6 meses atrás
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Apesar da elevação no início do ano, comerciantes já apontam uma redução gradual nos valores após o período da Semana Santa (Foto: reprodução/Thiago Gomes/O Liberal).
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O preço do pescado em Belém registrou alta generalizada no primeiro trimestre de 2026, com reajustes que variam de 10% a mais de 30%, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) em parceria com a Prefeitura de Belém. Apesar da elevação no início do ano, comerciantes já apontam uma redução gradual nos valores após o período da Semana Santa.

Contents
  • Mercado já sente recuo nos preços
    • Oferta menor pressiona preços

De acordo com a pesquisa, 17 das 21 espécies analisadas ficaram mais caras entre janeiro e março. As maiores altas foram da pescada gó (30,27%), curimatã (26,62%) e filhote (23,26%). Outros peixes bastante consumidos também registraram aumentos relevantes, como sarda (21,67%), bagre (19,31%) e gurijuba (17,36%).

O cenário de alta também foi observado no comparativo mensal. Apenas entre fevereiro e março, 19 espécies tiveram reajuste, refletindo o aumento da demanda no período da Semana Santa — época em que o consumo de pescado tradicionalmente cresce.

Mercado já sente recuo nos preços

Na prática, no entanto, o consumidor já começa a perceber uma leve queda nos preços. Segundo o peixeiro Alessandro Vieira, os valores subiram com força no início do ano, mas vêm reduzindo gradualmente.
“Em janeiro aumentou demais. Aí veio baixando devagar”, afirmou. Atualmente, espécies mais caras como a pescada amarela e o filhote estão sendo vendidas em torno de R$ 40 o quilo, após já terem alcançado valores mais altos nos meses anteriores.
Ele explica que a tendência é de queda com a aproximação do meio do ano.

O filhote era R$ 50, ficou R$ 40. Vai baixando porque começa a chegar maio e os peixes começam a aparecer mais”, disse.

Oferta menor pressiona preços

Outro fator que ajuda a explicar a alta é a redução da oferta de pescado no período, especialmente durante o inverno amazônico. O peixeiro Elielson Rodrigues afirma que a escassez impacta diretamente os preços.

O peixe é igual ao açaí. Tem época de safra boa e época mais fraca. Agora, com as águas grandes, dá pouco peixe”, explicou.

(Com informações de O Liberal)

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