A linha de crédito rural com R$ 10 bilhões de recursos do governo para financiar a compra de máquinas e equipamentos agrícolas de fabricação nacional por agricultores deverá estar disponível para contratações a partir desta quarta-feira (22/7), informou à reportagem o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
As diretrizes para a operação da linha foram aprovadas pelo conselho diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e incorporadas à Norma Geral de Operação (NGO) da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública que vai repassar os recursos às instituições financeiras credenciadas.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda deverá aprovar uma resolução com mais detalhes sobre a operacionalização da linha nesta semana. Os recursos serão considerados crédito rural, o que demanda aprovação de normativa específica e divulgação dos desembolsos. Segundo uma fonte do governo, as operações serão registradas no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) do Banco Central.
A criação da linha foi autorizada pela Medida Provisória 1.374/2026, de 30 de junho, mas somente na semana passada o governo abriu crédito extraordinário de R$ 9 bilhões para viabilizar o aporte dos recursos no FNDCT. Esses valores serão repassados aos bancos para empréstimos aos agricultores pela Finep, com juros de 9,2% ao ano, abaixo dos 12,5% do Moderfrota, programa similar com equalização do Tesouro Nacional.
As fabricantes nacionais de máquinas aguardam a liberação dos recursos para retomar vendas diante de um momento conturbado no mercado, reflexo dos juros altos e do endividamento no campo. A linha será executada apenas até o fim deste ano. Diferentemente de outros programas executados pela Finep, os valores da linha para o financiamento dos equipamentos agrícolas poderão ser acessados também por pessoas físicas.
Em 26 de maio, o conselho diretor do FNDCT aprovou a constituição de uma linha de crédito para a difusão tecnológica focada em máquinas e equipamentos nacionais para as missões prioritárias da Nova Indústria Brasil (NIB), com limite de até 50% do valor do superávit financeiro do fundo, o equivalente a aproximadamente R$ 11,5 bilhões). Desse montante, R$ 10 bilhões foram destinados à cadeia agroindustrial sustentável.
(Com informações do Globo Rural)